Afogamentos matam 17 brasileiros por dia

As mortes por afogamento aumentam substancialmente entre os meses de novembro e fevereiro; Medidas preventivas simples podem evitar acidentes. Com a chegada  do verão assistimos a uma verdadeira corrida de pessoas procurando praias, lagos, rios e piscinas a fim de se refrescar e espantar o calor. Diante desse ambiente alegre e descontraído, no entanto, o que muita gente esquece são dos riscos de acidentes e afogamentos.

De acordo com a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático), uma média de 17 brasileiros morre diariamente vítima de afogamento. E cerca de 50% desses casos são registrados nos meses mais quentes do ano, entre novembro e fevereiro.

Outros dados divulgados pela entidade comprovam que a maioria dos casos é fruto de descuido e que poderia ser evitada com algumas medidas preventivas simples. E a informação nesses casos, é sempre uma grande aliada na conscientização da população. Portanto, observe tais dados:

– Homens morrem seis vezes mais;

– Metade dos óbitos acontecem com pessoas com até 29 anos;

– 75% dos afogamentos com morte ocorrem em rios e represas;

– 15% ocorrem em praias;

– Metade das mortes de crianças por afogamento acontece em piscinas;

– Cada óbito por afogamento custa mais de R$ 200 mil ao país.

Para prevenir acidentes e salvar vidas, tanto a própria Sobrasa, quanto o Corpo de Bombeiros de todo o país desenvolve campanhas na época do verão. Nas cidades do litoral, as campanhas são intensificadas e contam com a presença de profissionais salva-vidas nos pontos mais perigosos.

No entanto, apesar de todo o esforço desses profissionais, a população precisa ter responsabilidade e seguir algumas orientações para evitar os afogamentos. O Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo sempre divulga um slogan para chamar a atenção dos riscos: “Água no umbigo é sinal de perigo”. Ou seja, respeitar alguns limites de profundidade já é uma grande atitude preventiva. Mas além dela, há outras, como:

 

 

– Manter as crianças a distância de um braço, mesmo que saibam nadar;

– Não ingerir bebida alcoólica antes de entrar na água;

– Procurar locais que contem com salva-vidas;

– Cercar piscinas e tanques;

– Em embarcações, sempre utilizar colete salva-vidas;

– Em águas naturais, procurar sempre tomar banho acompanhado;

– Não superestimar sua capacidade de nadar. Cerca de 50% dos afogados sabem nadar;

– Lembrar-se que boia não é garantia de segurança;

– Tomar cuidado com buracos, galhos e fundos de lodo;

– Informar-se sobre as correntes marítimas;

– Em correnteza não lutar. Apenas flutuar e erguer as mãos pedindo socorro;

– Não entrar na água para salvar e chamar socorro profissional;

– Em caso de acidentes, ter sempre em mente o número 193 do Corpo de Bombeiros;

– Nunca mergulhar de cabeça em águas desconhecidas;

– Respeitar as sinalizações locais;

Como se pode observar, as medidas preventivas não são complicadas. Com atenção redobrada, principalmente com as crianças, e responsabilidade, é possível curtir um verão refrescante sem correr riscos desnecessários. Portanto, da próxima vez que você for tomar um banho de mar, piscina, rio ou lago, lembre-se que a vida, ou a morte, podem estar resumidas a um pequeno detalhe. Bom proveito!

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