Gripe H3N2 que assustou os EUA já chegou ao Brasil

Mais de 60 mil infectados nos EUA e duas mortes já registradas no Brasil, especificamente em Taubaté, no interior de São Paulo. Este é saldo provocado nos últimos meses pelo vírus Influenza H3N2, que deixou um rastro de internações no inverno do hemisfério norte e já causa temor no Brasil.

O vírus H3N2 é um subtipo do Influenza, vírus causador da gripe, que teve grande difusão no período 2017/2018 nos EUA e já chegou ao Brasil despertando um alerta nas autoridades de saúde. Para combater uma possível epidemia por aqui, o Governo Federal vai iniciar a campanha de vacinação contra a gripe no próximo dia 16 de abril. A dose administrada inclui também outros subtipos como o H1N1 e o influenza B.

Outra preocupação em relação ao H3N2 é a severidade dos sintomas, que costuma ser maior do que nos outros subtipos. Os principais sintomas são febres, mal-estar geral e coriza, geralmente associados a dores de garganta e no corpo. No entanto, o quadro pode evoluir abrindo caminho para a pneumonia e para a Síndrome Respiratória Aguda Grave.

Inicialmente, o público alvo da campanha são as crianças de até 5 anos, idosos com mais de 65, gestantes, mulheres que deram à luz até 45 dias e portadores de doenças crônicas. Quem não estiver incluído no grupo, pode procurar a vacina em clínicas particulares.

Segundo os especialistas, as doses da vacina que serão disponibilizadas no Brasil já chegam com aperfeiçoamentos, o que deverá dar maior eficácia do que a formulação aplicada nos EUA. As pessoas mais suscetíveis ao agravamento da doença são aquelas com o sistema imunológico enfraquecido. Em Taubaté, as mortes registradas foram de um bebê de 3 meses e de uma idosa de 70 anos.

Mas além da vacinação, as medidas de prevenção não devem ser esquecidas, pois a imunização não tem 100% de eficácia. As principais medidas são evitar locais fechados e sem ventilação, lavar as mãos com frequência, proteger boca e nariz, principalmente quando tossir ou espirrar, e evitar tocar olhos, nariz e boca e sem lavar as mãos. O uso do álcool gel 70% para higienização das mãos também é considerada uma medida profilática eficaz.

Em relação às vacinas, os especialistas lembram que a formulação utiliza o vírus inativo e, por isso, não há risco de contrair a doença a partir de sua aplicação. Seu uso é extremamente seguro e o meio mais eficaz de evitar a contaminação com o vírus.

O que pode ocorrer, ainda segundo os especialistas, é a contaminação durante o período de 10 a 12 dias, necessário para que a dose faça efeito. Nesse meio tempo, caso a pessoa tenha contato com alguém gripado há a possibilidade de contaminação.

Desta forma, com as medidas preventivas e a vacinação em massa, é possível controlar o surto e evitar uma maior disseminação do vírus. Afinal, devemos recordar que além dos incômodos e dores, em casos limites a gripe pode até mesmo matar.

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