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DSTs silenciosas: você pode estar contaminado sem saber

Doenças Sexualmente Transmissíveis nem sempre apresentam sintomas claros, o que pode dificultar o diagnóstico e facilitar o contágio de outras pessoas.

A lista é grande e abrange doenças como gonorreia, clamídia, HPV, candidíase, HIV, herpes, sífilis, entre outras. As causas também são diversas e incluem agentes como vírus, bactérias, fungos e parasitas.

Como se vê, a variedade das chamadas DSTs (Doenças Sexualmente Transmissíveis) é ampla e estima-se que podem estar relacionadas com até 25% dos casos de infertilidade. Desse total, as mulheres são atingidas em 15% dos casos e os homens em 10%.

E como se já não bastasse o grande número de doenças sexualmente transmissíveis existente, uma outra característica ainda as torna mais graves: o fato de na maioria das vezes serem silenciosas. Em muitos casos, as DSTs não apresentam sintomas, ou só vão apresentar em um estágio mais avançado da doença.

Com isso, os riscos de transmissão aumentam substancialmente e somente a prevenção pode impedir que outras pessoas venham a se contaminar. A falta de diagnóstico, inclusive, impede a realização de estimativas seguras sobre o número de infectados, mas acredita-se que mais de 20 milhões de pessoas contraiam algum tipo de DSTs anualmente no mundo.

A seguir apresentamos um guia das principais doenças e das formas de prevenção. Com essas orientações e cuidados é possível usufruir de uma vida sexual saudável e segura.

  1. Gonorreia: É causada por bactéria e a chance de contrai-la em uma relação com parceiro contaminado chega a 90%. Provoca dor ou ardência ao urinar, além de febre baixa e corrimento na vagina ou no pênis. Em alguns casos, os sintomas são brandos ou até ausentes. O tratamento é feito por meio de antibióticos.
  2. Clamídia: É uma das DSTs mais comuns e que mais provoca infertilidade. Sua causa também é bacteriana. Nos homens, os sintomas são mais presentes, mas nas mulheres eles só se manifestam em 1 de cada 4 casos. O tratamento inclui antibióticos e abstinência sexual.
  3. HPV: A causa é o Papiloma Vírus Humano. Também é conhecida como “crista de galo” ou verruga genital causando verrugas na vagina, no pênis e no ânus. No entanto, em muitos casos as lesões não são aparentes dificultando o diagnóstico. Além disso, não é detectada em exames de sangue, o que a torna ainda mais “silenciosa”. Já existe vacinas para alguns sub tipos da doença.
  4. Sífilis: É uma infecção bacteriana grave, cujos sintomas dependem do estágio da doença. Inicialmente apresenta lesões indolores e quando não tratada pode acometer vários órgãos como olhos, pele, ossos, coração e até o cérebro. Os sintomas mais comuns são feridas nos órgãos genitais, dor na virilha e manchas no corpo. O tratamento é feito à base de penicilina.
  5. HIV: A conhecida e temida AIDS é causada pelo vírus HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) e interfere na capacidade do corpo de combater infecções. Quando não tratada pode levar à morte. Já o tratamento é feito à base de coquetéis antirretrovirais que torna os portadores assintomáticos. Em algumas fases da doença, os sintomas são febre, mal estar e dor de cabeça. Por serem bastante comuns, muitas vezes os sintomas são confundidos com os da gripe comum.

Para não ficar refém de uma DST, silenciosa ou não, a melhor medida ainda é a prevenção. A seguir listamos as principais medidas a serem adotadas por quem possui uma vida sexual ativa.

  1. Evite contato sexual com pessoas desconhecidas
  2. Evite o sexo, caso o parceiro apresente algum sinal ou sintoma de uma DST
  3. Não faça sexo sob efeito de drogas ou álcool
  4. Use preservativo sempre que possível e da maneira correta
  5. Usar espermicida em conjunto com o preservativo aumenta a segurança
  6. Lave os genitais com água e sabão após a relação sexual
  7. Visite um médico regularmente e solicite exames preventivos
  8. Restrinja o número de parceiros sexuais.

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