Doença emocional não é ‘frescura’

Já foi o tempo em que as chamadas “doenças dos nervos” eram consideradas “frescuras” ou apenas sintomas que acometiam pessoas pouco resistentes. Hoje, tais problemas são clinicamente diagnosticados como doenças psicossomáticas e seu estudo ganha cada vez mais a atenção da classe médica.

Por doença psicossomática entende-se qualquer sintoma físico ou psíquico que tenha origem na mente do paciente. Ou seja, embora se manifeste concretamente, não tem necessariamente uma origem orgânica. Portanto, o fato dela ter origem na mente, não quer dizer que não exista realmente.

As principais causas das doenças psicossomáticas são o estresse, a ansiedade, a frustração, entre outras emoções que, quando não controladas, podem causar depressão, além de afetar diversos outros sistemas orgânicos. Dentre os principais sistemas afetados estão o cardiológico, o respiratório, o gastrointestinal, o dermatológico, o endócrino e o nervoso.

Como se vê, não são poucos os malefícios que podem ser causados pelo lado emocional das pessoas. Com tais sistemas afetados, as principais doenças que podem se manifestar são úlcera, gastrite, asma, bronquite, diabetes, dermatites, hipertensão, angina, taquicardia, enxaqueca, entre outros. A lista é grande e seus sintomas não devem ser ignorados. No entanto, é importante ressaltar que ainda não há consenso médico acerca da relação entre o câncer e as emoções negativas.

 

Diagnóstico e tratamento

Por ter fundo emocional, as doenças psicossomáticas não são fáceis de serem diagnosticadas. Muitas vezes, a pessoa passa anos pesquisando origens orgânicas, para só depois descobrir a “causa psicológica”. Portanto, exames que descartam problemas físicos não podem ser ignorados e devem ser realizados antes da obtenção do diagnóstico definitivo.

Uma vez diagnosticada a causa emocional do problema, iniciam-se os procedimentos a fim buscar a cura ou, ao menos, amenizar os sofrimentos e incômodos. Nessa fase, uma ação multidisciplinar é indicada, pois muitas vezes é necessário atacar tanto as causas psicológicas, quanto os sintomas físicos.

Portanto, o apoio de psicólogos, por meio de terapias, e de psiquiatras, com a indicação de fármacos, pode ser extremamente proveitoso em prol do paciente. Além disso, médicos como cardiologistas, gastroenterologistas, pneumologistas, além de fisioterapeutas e nutricionistas podem realizar um trabalho complementar para impedir o agravamento dos sintomas.

Além disso, é consenso que a adoção de métodos saudáveis de vida também pode contribuir bastante para o controle das doenças psicossomáticas.

Reduzir o consumo de álcool, abandonar o fumo, praticar exercícios físicos, adotar uma boa alimentação e, acima de tudo, controlar o estresse são ferramentas bastante úteis e eficazes para devolver a qualidade de vida ao paciente.

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